sábado, 10 de julho de 2010

SER CARIOCA É...

Ser carioca é...

Começar alguma conversa com o usual "olha só..." Ser marrento porque pode ser... Afinal, olha só onde a gente nasceu!

Dar inveja nos "não cariocas" pelo simples fato de sermos cariocas... NACIONALIDADE: CARIOCA !!!

É ter certeza de que esta é a cidade mais linda do mundo, mesmo sem conhecer nenhuma outra!

Falar com o "r" arrastado e o "s" com som de "x”

Saber que o maior estádio do mundo é o Maracanã!!!

Saber que a maior floresta urbana do mundo é a Floresta da Tijuca!!!

Saber que o maior parque urbano do mundo é o Parque do Flamengo!!!

Entender porque a maioria dos estrangeiros acha que o Rio de Janeiro é a capital do Brasil.

Ir até a praia só pra beber uma água de côco.

Aplaudir o pôr do sol no posto 9.

Freqüentar o Bracarense, principalmente depois da praia.

Tomar o melhor chopp da cidade no Bar Luiz!

Chegar na boate à uma da manhã.

Comer no Cervantes e ver o nascer do sol na praia, depois da night...

Ficar feliz quando o horário de verão começa, porque isso significa uma hora a mais na praia!

Jogar futebol na praia junto com artistas globais.

Torcer para alguma escola de samba, mas, não necessariamente, viajar no carnaval porque a cidade fica cheia de turistas...

Sair no bloco do Suvaco de Cristo e no Simpatia É Quase Amor.

Fazer amigos na praia, ou em qualquer lugar!!!

MAS PRINCIPALMENTE... Amar e respeitar muito esta cidade porque, mesmo com todos os seus problemas, ela é a CIDADE MARAVILHOSA ! ! ! E SEDE DAS OLIMPIADAS DE 2016.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

DIÁRIO DE UM BEBÊ

Diário de um bebê




1º MÊS
Completo hoje trinta dias e confesso que já estou farto de ouvir "bilu-bilu" o dia inteiro na minha cara. Por que os adultos não falam direito, fazem voz esquisita e fanhosa, se sabem que não entendo nada do que dizem e muitomenos falando assim?

2º MÊS 
Percebo que estão todos apreensivos, suas caras mudam de expressão depois que abrem o jornal e comentam que o preço do leite vai subir. Não sei por que essa preocupação se o leite que eu tomo é de graça e é a mamãe que fornece. Se o leite subir, até que é bom, porque a mamãe pode ficar rica.


3º MÊS 
Quero esclarecer que, quando molho a fralda, choro muito, mas é por causa da despesa que estou dando. Sei como está difícil arranjar empregada pra lavar todo dia. Outra coisa que me chateia e não posso reagir é quando as visitas dizem que sou a cara do pai. No princípio eu não ligava, mas agora, que já vi a cara do pai, não gosto muito.


4º MÊS 
A vovó tem mania de ficar me balançando no colo e pensa que durmo por causa disso. Mas não é não. É que fico tontinho e desmaio. A mamãe passa o dia inteiro lendo livros para saber como cuidar de mim, mas os livros são tão diferentes que quem sofre sou eu, pois ela fica sem saber o que fazer.


5º MÊS 
Não gosto quando a mamãe insiste em tirar a minha chupeta e o papai diz que é melhor do que botar o dedo na boca. O que me incomoda não é nem a falta da chupeta  nem do dedo; é a discussão na minha cara.


6º MÊS 
Não gosto do meu pediatra porque todo mês receita um monte de sopas que eu detesto e um monte de remédios que quem detesta é a mamãe. Só gosto daqueles ferrinhos que ele traz na malinha, mas toda vez que seguro um pra brincar, ele tira da minha mão e enfia na minha garganta.


7º MÊS 
Quanto às mamadeiras, acho bom entenderem de uma vez por todas que não quero tomar, não adianta ninguém insistir, nem me passar de mão em mão pra cada um tentar uma vez. O problema não é trocarem as pessoas - é trocarem o leite, que eu conheço o gosto.


8º MÊS 
Aqui em casa todos acreditam nos livros que ensinam "como cuidar do bebê", mas nenhum médico nunca me consultou do que gosto e do que não gosto, pois quando eles escreveram seus livros eu nem tinha nascido. Seguir estatística é nisso que dá: quem entra pelo cano sou eu.


9º MÊS 
Não adianta ficarem dizendo na minha cara "mamã" e "papá", porque o certo é "mamãe" e "papai". As pessoas grandes ensinam a gente a falar errado porque acham que é mais engraçadinho - depois eu sei o que acontece: de tanto a gente falar errado, eles acabam mandando a gente pra escola pra aprender a falar direito.


10º MÊS 
Coisa de que eu não gosto é quando chegam visitas: entram no meu quarto pra ver se estou dormindo e ficam falando baixinho que estou acordado. Depois vem outro e diz que estou dormindo, depois vem outro e diz que acha que estou acordado - ninguém se manca, pois com todo mundo cochichando não consigo dormir.


11º MÊS 
Muito constrangedor é quando deixo a sopa no prato, só pela cara da mamãe já sei que o preço dos legumes subiu de novo. Coisa que não entendo é que todo mundo concorda que não se deve bater numa criança, mas bem que de vez em quando me dão umas palmadas. Não quero crescer nunca, acho gente grande muito nervosa.


12º MÊS
  A maior emoção da minha vida foi quando consegui ficar de bruços, porque esse negócio de ficar deitado de costas é muito bom, mas é pro papai. Agora estou engatinhando e ouço dizer que muito breve começarei a andar. Eles não perder por esperar: assim que eu começar a andar, saio de casa.
 
 
 
 

terça-feira, 6 de julho de 2010

COITADA DA ABIGAIL

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria.
Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?                
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal.
Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali.
Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta".
Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê.
Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista!!! Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?
E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali.
Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho?
Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... Eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.

domingo, 4 de julho de 2010

AMIGA - LEIA ATÉ O FINAL

Amiga,
Conforme minha promessa, estou enviando um e-mail contando as novidades da minha primeira semana depois de ser transferida pela firma para o Rio de
Janeiro. O apartamento ficou uma gracinha, mas estou exausta. São dez da noite e já estou pregada.
Segunda-Feira: Cheguei na firma e já adorei. Entrei no elevador quase no
mesmo instante que o homem mais lindo desse planeta. Ele é loiro, tem
olhos verdes e o corpo musculoso parece querer arrebentar o terno. Lindooooo!
Estou apaixonada. 
Olhei disfarçadamente a hora no meu relógio de pulso e fiz uma promessa de estar parada defronte ao elevador todos os dias a essa mesma hora. Ele desceu no andar da engenharia.
Conheci o pessoal do setor, todos foram atenciosos comigo. Até o meu
chefe foi super delicado. Estou maravilhada com essa cidade.
Cheguei em casa e comi comida enlatada. Amanhã vou a um mercado comprar alguma coisa.
Terça-Feira: Amiga! Precisava contar. Sabe aquele homem de quem falei?
Ele olhou para mim e sorriu quando entramos no elevador. Fiquei sem ação e baixei a cabeça. Como sou burra! Passei o dia no trabalho pensando que preciso fazer um regime. Me olhei no espelho hoje de manhã e estou com uma barriguinha indiscreta. Fui no mercado e só comprei coisinhas leves: biscoitos, legumes e chás. Resolvido! Estou de dieta. 
Quarta-Feira: Acordei com dor-de-cabeça. Acho que foi a folha de alface
ou o biscoito do jantar. Preciso manter-me firme na dieta.
Quero emagrecer dois quilos até o fim-de-semana. Ah! O nome dele é
Marcelo.
Ouvi um amigo dele falando com ele no elevador. E ainda tem mais: ele desmanchou o noivado há dois meses e está sozinho. Consegui sorrir para
ele quando entrou no elevador e me cumprimentou. Estou progredindo, né? Como faço para me insinuar sem parecer vulgar? Comprei um vestido dois números menor que o meu. Será a minha meta.
Quinta-Feira: O Marcelo me cumprimentou ao entrar no elevador. Seu
sorriso iluminou tudo! Ele me perguntou se eu era a arquiteta que viera
transferida de brasília e eu só fiz: "U-hum"... Ele me perguntou se eu estava gostando do Rio e eu disse: "U-hum". Aí ele perguntou se eu já havia estado antes aqui e eu disse: "U-hum". Então ele perguntou se eu só sabia falar "U-hum" e eu respondi: "U-hum". Será que fui muito evasiva? Será que eu deveria ter falado um pouco mais? Ai, amiga! Estou tão apaixonada! Estou resolvida!
Amanhã vou perguntar se ele não gostaria de me mostrar o Rio de Janeiro
no final de semana. Quanto ao resto, bem... ando com muita enxaqueca. Acho que vou quebrar meu regime hoje. Estou fazendo uma sopa de legumes. Espero que não me engorde demais.
Sexta-Feira: Amiga! Estou arruinada! Ontem à noite não resisti e me  empanturrei. Coloquei bastante batata-doce na sopa, além de couve,
repolho e beterraba. Menina, saí de casa que parecia um caminhão de lixo. Como eu peidava! (nossa! Você não imagina a minha vergonha de contar isto, mas se eu não desabafar, vou me jogar pela janela!). No metrô, durante o trajeto para o trabalho, bastava um solavanco para eu soltar um futum que nem eu mesma suportava. Teve um momento em que alguém dentro do trem gritou: "Ah! Peidar até pode, mas jogar merda em pó dentro do vagão é muita sacanagem!" Uma senhora gorda foi responsabilizada. Todo mundo olhava para ela, tadinha. Ela ficou vermelha, ficou amarela, e eu aproveitava cada mudança de cor para soltar outro. O meu maior medo era prender e sair um barulhento. Eu estava morta de vergonha. Desci na estação e parei atrás de uma moça com um bebê no colo, enquanto aguardava minha vez de sair pela roleta. Aproveitei e soltei mais um. O senhor que estava na frente da mulher com o bebê virou-se para ela e disse: "Dona! é melhor a senhora jogar esse bebê fora porque ele está estragado!".
Na entrada do prédio onde trabalho tem uma senhora que vende bolinhos, café, queijo, essas coisas de camelô. Pois eu ia passando e um freguês começou a cheirar um pastel, justo na hora em que o futum se espalhou. O sujeito jogou o pastel no lixo e reclamou: "Pô, dona Maria! Esse pastel tá bichado!" Entrei no prédio resolvida a subir os dezesseis degraus pela escada. Meu azar foi que o Marcelo ficou segurando a porta, esperando que eu entrasse. Como não me decidia, ele me puxou pelo braço e apertou o botão do meu andar. Já no terceiro andar ficamos sozinhos. Cheguei a me sentir aliviada, pois assim a viagem terminaria mais rápido. Pensei rápido demais. O elevador deu um solavanco e as luzes se
apagaram. Quase instantaneamente a iluminação de emergência acendeu. Marcelo sorriu (ai, aquele sorriso...) e disse que era a bruxa da sexta-feira. Era assim mesmo, logo a luz voltaria, não precisava se preocupar. Mal sabia ele que eu estava mesmo preocupada. Amiga, juro que tentei prender. Mas antes que saísse com estrondo, deixei escapar. Abaixei e fiquei respirando rápido, tentando aspirar o máximo possível, como se estivesse me sentindo mal, com falta de ar. Já se imaginou numa situação dessas? Peidar e ficar tentando aspirar o peido para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou?
 Ele ficou muito preocupado comigo e, se percebeu o mau cheiro, não
 demonstrou. Quando achei que a catinga havia passado, voltei a respirar
 normal. Disse para ele que eu era claustrófoba. Mal ele me ajudou a
levantar, eu não consegui prender o segundo, que saiu ainda pior que o
 anterior. O coitado dessa vez ficou meio azulado, mas ainda não disse
nada.
 Abaixei novamente e fiquei respirando rápido de novo, como uma mulher em estado de parto. Dessa vez Marcelo ficou afastado, no canto mais
distante de mim no elevador. Na ânsia de disfarçar, fiquei olhando para a sola dos meus sapatos, como se estivesse buscando a origem daquele fedor horroroso.
 Ele ficou lá, no canto, impávido. Nem bem o cheiro se esvaiu e veio
outro.
 Ele se desesperou e começou a apertar a campainha de emergência.
Coitado!
 Ele esmurrou a porta, gritou, esperneou, e eu lá, na respiração
 cachorrinho.
 Quando a catinga dissipou, ele se acalmou. As lágrimas começaram a
escorrer pelos meus olhos. Ele me viu chorando, enxugou meus olhos e disse: "Meus
 olhos também estão ardendo..." Eu juro que pensei que ele fosse dizer
algo bonito. Aquilo me magoou profundamente. Pensei: "Ah, é, FDP? Então
Acabou a respiração cachorrinho..." Depois disso, no primeiro ele cobriu rosto com o paletó. No segundo, enrolou a cabeça. No terceiro, prendeu a respiração, no quarto, ele ficou roxo. No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou:"Mulher! Pára de se cagar!". Depois disso ele só chorava. Chorou como um bebê até sermos resgatados, quatro horas depois.
Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de
preferência outro País.
Apague este e-mail depois de ler, tá?
 Sua amiga, Jana.

NÃO TEM PREÇO

Passagem para Africa do Sul US$ 1,250.00
Duas diarias de Hotel em Cape Town US$ 485.00
Uma Vuvuzela US$ 1.25
Ver a Argentina sair de "QUATRO". 
Não tem Preco...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

COPA DE 98

Algum tempo depois da Copa de 98 recebi esse e-mail.
Quem assim como eu, está acostumado com internet, sabe que nem tudo o que se lê por aqui merece credibilidade, por isso, deixo a critério de cada um pensar o que achar mais conveniente sobre o assunto.
Durante muito tempo esse e-mail ficou esquecido em minha caixa de mensagens lidas, agora depois dessa derrota de hoje da seleção brasileira apara a Holanda, resolvi publicar. Estou publicando na íntegra, da mesma forma que recebi.



copa de 98
Não sei se é verdade, mas cai como luva para o meu achismo.


Será q é verdade????
E agora qual a desculpa?


Talvez, isso explique a razão do Jogador Leonardo ter declarado a
seguinte frase: "Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do
Mundo,ficariam enojadas". Todos os brasileiros ficaram chocados e
tristes por terem perdido a Copa do Mundo de futebol, na França. Não
deveriam.


O que está exposto abaixo é a notícia em primeira mão que está sendo
investigada por rádios e jornais de todo o Brasil e alguns
estrangeiros, mais especificamente Wall Street Journal of Americas e
o Gazzeta delo Sport e deve sair na mídia em breve, assim que as
provas forem colhidas e confirmarem os fatos. Fato comprovado: o
Brasil
VENDEU a copa do mundo para a Fifa. Os jogadores titulares
brasileiros foram avisados, às 13:00 do dia 12 de Julho (dia do jogo
final), em uma reunião envolvendo o Sr.Ricardo Teixeira (na única
vez que o
presidente da CBF compareceu a uma preleção da seleção), o Técnico
Mário Zagallo, o Sr. Américo Faria, supervisor da seleção, e o Sr.
Ronald Rhovald, representante da patrocinadora Nike. Os jogadores
reservas permaneceram em isolamento, em seus quartos ou no lobby do
hotel. A princípio muito contrariados, os jogadores se recusaram a
trocar o penta-campeonato mundial por sediar a Copa do Mundo.

A aceitação veio através do pagamento total dos prêmios, US$
70.000,00 para cada jogador, mais um bônus de US$ 400.000,00 para
todos os
jogadores e integrantes da comissão, num total de US$23.000.000,00
(vinte e três milhões de dólares) através da empresa Nike. Além
disso, os jogadores que aceitarem o contrato com a empresa Nike nos
próximos 4 anos terão as mesmas bases de prêmios que os jogadores de
elite da empresa, como o próprio Ronaldo, Raul da Espanha, Batistuta
da
Argentina e Roberto Carlos, também do Brasil. Mesmo assim, Ronaldo
se recusou a jogar, o que obrigou o técnico Zagallo a escalar o
jogador Edmundo, dizendo que Ronaldo estava com problemas no joelho
esquerdo (em primeira notícia divulgada às 13:30 no centro de
imprensa) e, logo depois, às 14:15, alterando o prognóstico para
problemas estomacais). A sua situação só foi resolvida após o
representante da Nike ameaçar retirar seu patrocínio vitalício ao
jogador, avaliado em mais de US$ 90.000.000,00 (noventa milhões de
dólares) ao longo da sua carreira. Assim, combinou-se que o Brasil
seria derrotado durante o "Golden
Goal" (prorrogação com morte súbita), porém a apatia que se abateu
sobre os jogadores titulares fez com que a França, que absolutamente
não participou desta negociação, marcasse, em duas falhas simples do
time brasileiro, os primeiros gols.

O Sr. Joseph Blatter, novo presidente da Fifa, cidadão franco-suíço,
aplaudiu a colaboração da equipe brasileira, uma vez que o
campeonato mundial trouxe equilíbrio à França num momento das mais
altas taxas de desemprego jamais registradas naquele país, que
seriam agravadas pela então recente introdução do euro (moeda única
européia) e o mercado comum europeu (ECC). Garantiu, também, ao Sr.
Ricardo Teixeira,
através de seu tio, João Havelange, que o Brasil teria seu caminho
facilitado para o penta-campeonato de 2002.

Só confirmando o que todo mundo já sabia... porém, a certeza de que
foi realmente assim faz desanimar...

Torcer pra que? E vc sofre torcendo, não???

E se chegar na final contra o time da casa???

Por gentileza passem esta mensagem para o maior número possível de
pessoas, para que todos possam conhecer a sujeira que ronda o
futebol .

Agora pode ficar tentando pensar o que aconteceu esse ano?

Esse é o e-mail que recebi.
Tirem suas conclusões.

domingo, 27 de junho de 2010

PÉSSIMA ADMINISTRAÇÃO DO PT EM NOVA IGUAÇU

As postagens que fiz sobre a péssima administração do PT aqui em Nova Iguaçú, na pessoa do sr. Lindberg Farias, rendeu comentários de defensores do ex-prefeito que, certamente nem residem na cidade, pois falam de forma superficial sobre os problemas que relatei.
Quando votamos num candidato que nem de nossa cidade era, foi na intenção de que as coisas melhorassem por aqui, só que essa mudança foi para pior. 
Quem passa pelas ruas esburacadas da cidade sabem bem do que estou falando. 
O viaduto da Posse, a continuação da Via Light, a Estrada de Iguaçú, entre outras, são obras com pelo menos 4 anos de iniciadas e que, ainda não foram concluídas.
Quem tem um pouco de consciência política sabe de quão desastrosa foi a passagem do sr. Linberbg na prefeitura de Nova Iguaçú. Só que infelizmente, quem os elegem são os pobres coitados que recebem as esmolas em forma de abonos do governo.
Se o povo soubesse como se anula uma eleição e de como isso causaria uma mudança na forma de como somos vistos pelos políticos... Já teriam anulado muitas.
Muita gente me pergunta se serei candidato a alguma coisa: Não sou candidato a nada, nem filiado a partido algum, o que não aceito é ser feito de palhaço.
Isso jamais

terça-feira, 8 de junho de 2010

MUITA POLÍCIA NAS RUAS DA TIJUCA, MAS SÓ POR ALGUMAS HORAS

Ontem o que tinha de policia nas ruas da Tijuca não era de brincadeira. 
Pensei: tá bom demais para ser verdade.
Ao parar num sinal comentei isso com o motorista do carro ao lado e ele me disse o motivo: era a inauguração da UPP do morro do Borel e certamente o governador, além de outras celebridades estariam presentes.
Aí já viu né, precisa mesmo de muita segurança enquanto o povo ôôô.
Hoje a vida voltou ao normal.

domingo, 6 de junho de 2010

DESABAFO DE UM BRASILEIRO ENGANADO E INDIGNADO

Estava um dia desses vendo televisão quando, num desses progaminhas eleitorais me aparece engomadinho e bem falante o prefeito licenciado de Nova Iguaçú Lindberg Farias, que pasmem os senhores, quer ser Senador da República. Tomara Deus que os eleitores do Rio de Janeiro não caiam na lábia do rapaz que, lamentavelmente, deixou e muito a desejar em sua administração a cidade de Nova Iguaçú.
A população Iguaçuana vai saber dar a resposta certa ao descaso dado a nossa cidade.
O prefeito saiu, mas as obras ficaram inacabadas e, sabe deus se vão ser concluidas. Acreditamos numa mudança que ocorreu para pior. Confiamos num prefeito que tinha o aval do Presidente da República e ganhamos o abandono como resposta.
Vamos torcer para que nas próximas eleições quem entrar venha para ajudar a já tão sofrida população da nossa Baxiada Fluminense.

domingo, 16 de maio de 2010

NOVA IGUAÇÚ PEDE SOCORRO

Vim para minha casa em Nova Iguaçú nesse fim de semana e a noite fui ao centro para jantar. 
Na vinda passei na porta do Top Shopping, o único shopping da cidade e, para minha surpresa, estava lá sentadinho na porta, o boneco João Buracão, que simboliza o descaso de autoridades com alguns pontos do Rio de Janeiro. Infelizmente não tive como parar para fotografar, mas isso só vem provar o que falo há tempos: Nova Iguaçú está abandonada.
Agora moradores da estrada de Iguaçú interditaram parte da rua, pois não aguentam mais sofrer com buracos causados pelas obras inacabadas, iniciadas há mais de três anos. Enquanto isso, o ex-prefeito que quer ser senador, só se for sabonete, desapareceu do mapa.
As obras não terminadas causam transtorno aos moradores que não sabem a quem recorrer para resolver os problemas e, em contra-partida, as obras não realizadas causam outro transtorno. 
Todas as ruas de todos os bairros onde passo têm problemas.
O que fazer?
A quem recorrer?
Só nos resta pedir SOCORRO!!!!!!

sábado, 1 de maio de 2010

DESPREPARO OU ABUSO DE PODER????

Um dia desses estava com uma das motocicletas da empresa em que trabalho e fui parado numa blitz. O policial depois de verificar a documentação, percebeu que o vencimento do prazo para emplacar a moto havia se excedido, portanto, me multou e apreendeu o veículo. Até aí tudo bem. O interessante começa agora: um outro policial, um cabo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, me mandou retirar o baú da moto, como eu estava falando no rádio com alguém da empresa disse que retiraria em instantes, demorei alguns segundos (eu disse: alguns segundos), então esse policial disse que ele mesmo retiraria o baú para não me prender, pois ele havia me dado uma ordem e eu não a estava cumprindo. A vontade que tive naquele momento foi a de dizer “me prende”, porém, o medo de uma possível represália me fez ser sensato (?) o bastante a ponto de me recolher a minha insignificância, desligar o rádio e retirar o baú da moto, sob pena de ir parar numa delegacia (se fosse só esse o meu medo estaria ótimo!) ou num outro ponto qualquer da cidade...
É lamentável estar vivendo numa sociedade onde os cidadãos se vêm protegidos por uma polícia dessas e olha que eu me recusava a acreditar que isso acontecia. Se fizeram isso comigo no asfalto de uma movimentada rua do Rio de Janeiro, imagina o que não fazem nos morros???

SE BEBER NÃO DIRIJA

"...Bobeira é não viver a realidade e eu ainda tenho uma tarde inteira, eu ando nas ruas, eu troco um cheque, mudo uma planta de lugar, dirijo meu carro, tomo o meu pileque e ainda tenho tempo prá cantar..." 

Esse é um trecho de música famosa da Cássia Eller, nada contra tudo o que ela disse, só quero lembrar que se tomar o tal pileque não dirija, pois tem blitz da Lei Seca em vários pontos da cidade.

SE DIRIGIR NÃO BEBA, SE FOR BEBER ME CHAMA 

gtsoares@msn.com